Notícias

Exercício físico intenso pode antecipar a morte de células do sistema imunológico, aponta pesquisa de docente


19
maio 2016

width="225"Que o nosso Programa de Pós-graduação é o máximo todo mundo já sabe! A última novidade que surge para reafirmar este resultado é uma pesquisa desenvolvida pela Pró-reitora da Universidade, Profa. Dra. Tania Cristina Pithon-Curi e outros colaboradores pesquisadores, que aponta que exercício físico intenso pode antecipar a morte de células do sistema imunológico.

Para chegar a este resultado, um grupo de 12 triatletas foi avaliado. Logo após cerca de quatro horas de prova e de percorrerem 21 quilômetros (km) a pé, 90 km de bicicleta e 2 km a nado, os atletas tiveram seu sangue coletado pelos pesquisadores em laboratórios instalados sob tendas no local da competição, em Ubatuba, no litoral paulista. Antes de competirem, todos haviam passado por exames de laboratório e avaliações da composição corporal e da capacidade cardiorrespiratória.

Os neutrófilos*, tipo celular de interesse da pesquisa, foram isolados do sangue coletado. Em um citômetro de fluxo, aparelho por meio do qual é possível realizar análises de características físicas e químicas de uma célula, os pesquisadores avaliaram uma série de parâmetros relacionados à apoptose dos neutrófilos. “Quando a célula começa a morrer por apoptose, um fosfolipídeo denominado fosfatidilserina, que está presente na membrana celular, transloca para a parte externa da membrana. Nós aplicamos na amostra uma substância que se liga a esse fosfolipídeo e emite uma fluorescência que é detectada pelo citômetro”, disse a professora Tania, líder do grupo de pesquisa.

“Exercício físico é bom, importante, mas a intensidade e a frequência com que ele é praticado, como mostrado pela pesquisa que constatou a apoptose precoce dos neutrófilos, podem ter impactos tanto positivos como negativos”, afirma a docente.

*Os neutrófilos são um subgrupo dos leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, células encontradas no sangue cuja função é proteger o organismo contra agentes causadores de doenças, como bactérias. Quando há poucas dessas células o organismo fica mais sujeito a infecções.

Esta novidade também foi divulgada no site da Fapesp. Clique aqui e leia na íntegra.